Impressões de Trânsitos
Viajar, registrar em imagens momentos, lugares – olhar adestrado – tudo simples, comum, banal…
Montar álbuns, datar, mostrar – tudo se repete, sem sustos ou surpresas, reconhecível, confortável, tudo igual.
A emoção não viaja, aventura-se. Vilma em seu diário, não é clara, nítida. É preciso sentir, imaginar, resistir ao desejo de decifrar. Ela subtrai o tempo, a cor. Brinca com a matéria.
Muda criterios – aluz se revela e oculta. O vulto torna-se personagem central. O reflexo, duas vezes imagem, faz-se único. Já bastaría, mas o desejo é maior e ela não cede.
É necessário traduzir o que foi sentido e o que ainda não foi. Tornar visível, ocultando. Fixar a imagen. Imprimir o transitório, tornando-o definitivo.
Iris Silva