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Esta pesquisa tem sua origem na constatação de que a fotografia sempre esteve ligada a morte. Pergunto-me então: onde está a vida na fotografia? Esta pergunta surgiu quando desativei o laboratório fotográfico tradicional. Na ocasião percebi que eu ainda possuía uma quantidade de papel, filme, filme em grande formato (65cm x 40m; 40cm x 30m) que sobrara de trabalhos que realizei. Alguns estavam vencidos há mais tempo, outros não. Mas, o que me instigava naquele momento era, e ainda é o fato que a prata ainda estava VIVA. Se o papel fosse aberto ele se transformaria em contato com a luz. A data de validade seria para o uso tradicional da fotografia, não para a prata contida no material...

Iniciei a materialização do trabalho com a abertura dos envelopes. As informações contidas nas embalagens foram impressas sobre o papel em transformação tonal constante. Dependendo da superfície do papel (RC, fibra, fosco, brilhante...), o contato com a luz deixa-o com tonalidades cinza-azulado, rosa, creme, outras.  Os materiais que mais tiveram transformações foram os filmes de alto contraste que resultaram em tons vermelhos e azuis. 

Assim, materiais destinados à fotografia preto e branco se apresentam com cores diversas após sua data de validade vencida. Estariam mortos? 

Sabe-se que a relação com a morte está relacionada com o tempo, a hora do “clic”. A relação questionada aqui refere-se aos suportes fotográficos tradicionais. 

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